RESUMO

O objetivo desta dissertação é realizar uma análise crítica dos pressupostos adotados por quatro autores influentes da teoria da democracia contemporânea: Joseph Schumpeter, Robert A. Dahl, Anthony Downs e Giovanni Sartori. O foco da análise está centrado na maneira como estes teóricos concebem as instituições políticas (eleições periódicas, competição entre partidos e a responsividade dos eleitos em relação aos cidadãos), especialmente a separação entre os politicamente atuantes e os demais eleitores. A partir do conceito de “campo político”, desenvolvido por Pierre Bourdieu, procuraremos questionar tanto os instrumentos desenvolvidos por Dahl para “classificar” o quanto os diferentes países se aproximam do ideal democrático como também as justificações, elaboradas por Downs e Sartori, para a separação entre os politicamente atuantes e os demais cidadãos. Concluímos o trabalho com uma breve discussão a respeito do papel que o “pluralismo regulado” dos meios de comunicação exerceria para reduzir o desigual acesso à esfera pública, característica das democracias liberais contemporâneas.

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